sábado, 27 de junho de 2020

DA ESTRUTURA DA QUADRA

Voz amiga deu-me nota de "nem todas as quadras obedecerem ao mesmo número de sílabas em cada verso". Reportada tal nota ao Juri, veio a seguinte explicação: «Entendendo a quadra como um pequeno  poema de quatro versos, de temas simples, ao gosto popular, estes obedecem a rima cruzada, interpolada ou emparelhada, em versos heptassílabicos, de redondilha maior.
No entanto, no uso atual da língua  românica, é aceitável e válido, aceitar um ou mais versos de ligação, que possam não  obedecer a esta métrica. 
Acresce  referir que, no concurso de quadras de S.João  da G V P e com vista à maior  universalidade  possível  de participação, não  foram divulgados ou vinculados critérios eliminatórios para integrar o escrutínio  de  apreciação dos poemas a concurso.»

quarta-feira, 24 de junho de 2020

CONCURSO DE QUADRAS SANJOANINAS ORGANIZADO PELA GALERIA VIEIRA PORTUENSE



CONCURSO DE QUADRAS SANJOANINAS ORGANIZADO PELA GALERIA VIEIRA PORTUENSE
PRÉMIOS:
1.º
S. João quis ir bailar
Mas nenhum baile havia
Por isso teve de regressar
Ao altar onde vivia
(Celso Miranda)
2.º
A cantar ao S. João
Eu vou da Ribeira à Sé
De máscara, pois então,
E de chinela no pé.
(Maria Afonso Morais)
3.º
As meninas de Lisboa
Também cá vêm parar
Em busca de vida boa
E de um moço pra casar
(Francisco José Rito)
2.
MENÇÕES HONROSAS:

S. João és padroeiro
Do teu Porto folião
Que, à falta de dinheiro,
“Faz das tripas coração”.
(Maria Afonso Morais)

S. João tão triste vinha
Estava quase a chorar
Não havia cheiro a sardinha
Nem via balões no ar
(Celso Miranda)

Porto cidade invicta
Portus Cale da nação
Sra da Vandoma a padroeira
Seu amor é São João.
(Fernanda Santos)

Foi entr’um balão e outro
Meu amor, que um beijo teu
Fez então com qu’eu subisse
Desde o chão até ao céu.
(Nelson Ferraz)

Ser trevo de quatro folhas,
É ter a sorte de esperar,
Que o dia em que tu me colhas,
Não seja um dia de azar.
(Eldad Mário Neto)

Apesar da situação
Deste país confinado
Eu hei-de ir ao São João
Nem que seja mascarado
(Francisco José Rito)

S. João ficou solteiro
E tanto queria casar
Mas não tinha dinheiro
Pra família sustentar
(Celso Miranda)
10ª
S. João eu te bendigo
E te peço a toda a hora
Mostra -me que és meu amigo
Manda o “Corona” embora.
(Maria Afonso Morais)
11ª
Amor velho é alcachofra
Reflorindo sem cessar
Embora se espere e sofra
Nunca é tarde para amar.
(Maria Afonso Morais)
12ª
S. João tão triste vinha
Estava quase a chorar
Não havia cheiro a sardinha
Nem via balões no ar
(Maria Afonso Morais)
13ª
Na noite de S. João
Saltei contigo a fogueira
Dei-te o meu coração
Pela minha vida inteira.
(Maria Afonso Morais)
14ª
Passei a noite bailando
Num baile de S. João
Caldo verde em lume brando
Sardinhas escorrendo no pão
(Celso Miranda)
15ª
São João toma cuidado
Dá distância ao povo crente;
Mantem o rosto tapado,
Que podes ficar doente.
(José Faria)
16ª
A tradição mais popular,
É no norte o São João;
Sem hora para se deitar,
Toda a noite em reinação.
(José Faria)
17ª
Vou bailar no S. João
E comer sardinha assada
De alho-porro na mão
Bailo até de madrugada.
(Maria Afonso Morais)
18ª
Ramos de erva cidreira
Amontoados no chão
Dão a esta noite tripeira
Um cheirinho a S. João.
(Maria Afonso Morais)
19ª
Na noite de São João,
Dei-te o ramo de cidreira;
Para animar teu coração,
E manter-me à tua beira.
(José Faria)
20ª
Os teus olhos, meu amor,
São pedras de vaga-lume
Vagueiam pelo calor
Incendeiam-me o ciúme.
(Lígia Seabra)
21ª
São João das Fontainhas
E dos amores padroeiro
Manjericos e sardinhas
A alourar, no fogareiro
(Francisco José Rito)
20ª
É do Porto e do Norte,
É do Douro e da Ribeira,
Que São João é mais forte,
Dura sempre a noite inteira.
(José Faria)
21ª
Nas trovas de quatro versos
S. João és popular
Uns rimados, outros dispersos
Como os balões pelo ar.
(Fernanda Santos)
23ª
Sem cheiro de manjerico
E sem sardinhas na brasa
S João que mafarrico
Nos prende a todos em casa?
(Maria Acilda Almeida)

Os prémios serão entregues na Galeria Vieira Portuense, ao Largo dos Lóios, 49/50, da cidade do Porto, de 1 a 17 de Julho próximo, das 15 às 18 horas, de 2ª a 6ª feira. Todas as quadras farão parte de um livro de QUADRAS SANJOANINAS a publicicar durante o mês de Setembro próximo. Qualquer dúvida poderá ser colocada através do e-mail da Galeria: galeriavieira portuense@gmail.com.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Maria Acilda Almeida

151
Sem cheiro de manjerico
E sem sardinhas na brasa
S João que mafarrico
Nos prende a todos em casa?
152
Alho porro, alho porro
Não te vão dar a cheirar
Mas não gritem por socorro
Que a folia vai voltar…
153
A noite de S João
Sem alho porro e fogueiras
É grande desilusão
Para as meninas solteiras
154
Sem bailar com alegria
Sem foguetes a estalar
S João que triste dia
Vou para sempre lembrar!
155
S João veio a Covid
Mas isso não é razão
De haver alguém que duvide
Seres um santo folião
156
Ó meu rico S João.
Ó meu santo milagreiro
Nas Fontainhas não vão
Dançar todos no terreiro
157
S João eu vou ficar
Em casa bem resguardada
Não vou a vida arriscar
Por causa de uma noitada
158
S João, meu santo amado
Que doido anda tudo agora
Pois anda o povo infetado.
Em festa todo cá fora!
159
S. João bem que devia
Os doidos vir castigar
Em tempo de pandemia
Andam cá fora a bailar!
160
Santo folião devia
Os tolos vir castigar
Mesmo estando em pandemia
Andam juntos a dançar!
161
Em ano de pandemia
S João não há martelos
Nem moças sem fantasia
Apalpadas nos marmelos

Maria Acilda Almeida

domingo, 21 de junho de 2020

Domingos da Mota

Quadras de São João, em tempo de pandemia
147
São João, posto a recato,
Com vontade de ir à festa,
Não faço gato-sapato
Do vírus que nos empesta.
148
São João, sem alho porro
Nem rusgas nem martelada
Nem fogo preso, eu morro
De saudades da noitada.

Domingos da Mota

Goreti Dias

144
Ai, meu S. João confinado,
Como hei de comer sardinhas
Se o vírus de tão malvado
Come as dele e come as minhas?
 145
S. João de manjerico e alho porro,
Vem daí para o folguedo!
Olha o tempo por onde corro,
Dá-me vinho que tenho medo. 
146
S.João, dá cá o naco de broa
Que o vinho já cá canta!
A sardinha está mesmo boa
E a fome é mais que tanta…

Goreti Dias

Maria Augusta Albuquerque

143
Querido S. João,
Lá “bou” eu ganhar algum,
Isto da "Lei-Ob" não dá pr’o pão,
Sardinhas quero comer e ficar com algum.

Maria Augusta Albuquerque

Susana Cunha Cerqueira

142
Ó profeta, S. João!
Levas no ombro o cordeiro.
De teu peito o sangue jorra,
Ó meu bom gonfaloneiro!

Susana Cunha Cerqueira


DA ESTRUTURA DA QUADRA

Voz amiga deu-me nota de "nem todas as quadras obedecerem ao mesmo número de sílabas em cada verso". Reportada tal nota ao Juri, v...